Política

Senador Flávio Bolsonaro entra na Argentina com destino ao Equador

O senador Flávio Bolsonaro e sua família atravessaram a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira (27), conforme confirmado pela Direção Nacional de Migrações.

Por Administrador · 28 de outubro de 2026 · 09:42
Senador Flávio Bolsonaro entra na Argentina com destino ao Equador

Flávio Bolsonaro (PL), sua esposa Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro e as duas filhas, Carolina e Luiza Figueira Bolsonaro, entraram na Argentina na noite de terça-feira (27). A informação foi divulgada pela Direção Nacional de Migrações, que detalhou o momento da entrada no país.

Segundo o órgão, o grupo chegou à província de Misiones por meio da Ponte Internacional Tancredo Neves às 22h50. Uma hora e meia depois, às 23h30, embarcaram em um avião privado da empresa Baires Fly, conforme o plano de voo divulgado, com destino a Guayaquil, no Equador.

Contexto da entrada

A Direção Nacional de Migrações informou que não houve obstáculos legais durante a travessia e que os documentos apresentados pelos quatro integrantes da família foram validados. “A entrada foi registrada sem qualquer incidente”, afirmou a autoridade migratória.

Na véspera, uma fonte próxima ao senador e um representante do governo dos Estados Unidos haviam confirmado à Reuters que Flávio planejava uma saída para os EUA. Esse movimento ocorreu após o senador descumprir o prazo estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para entregar seus passaportes à Polícia Federal.

Flávio negou, em vídeo publicado nas redes sociais após ser intimado judicialmente, a intenção de deixar o Brasil. Ele afirmou que permaneceria no país para organizar a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito na eleição de domingo (26).

Investigação e declarações

A decisão de Moraes, que determinou a entrega dos passaportes, ocorreu após declarações do irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, em transmissão nas redes sociais. O ex-deputado sugeriu que o senador deixasse o país caso perdesse a eleição e liderasse a oposição.

O senador e o advogado Willer Tomaz, seu amigo, são investigados por lavagem de dinheiro no inquérito em que estão envolvidos. Ambos negam qualquer irregularidade.

*Matéria alterada para acréscimo de informações.

Com informações de Agência Brasil (EBC).

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